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É a máxima que veementemente algumas pessoas afirmam diante do hipnólogo. Essas pessoas ostentam o titulo de resistentes, jamais se submeteriam a hipnose, pois segundo elas, o hipnotismo só funciona com mentes fracas. Esse tipo de pessoa até aceita experimentar uma sessão de hipnose, mas internamente discorda de tudo o que o hipnólogo fala, logo elas não entram em transe e orgulhosamente dizem “Você não consegue me hipnotizar”.

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Eu particularmente, quando lido com esse tipo de provocação, apenas respondo retornando as palavras em direção ao sujeito, digo “Infelizmente, você é que ainda não conseguiu ser hipnotizado por mim”, afinal se o hipnólogo aplica corretamente a técnica e o individuo resiste internamente, mesmo tendo concordado em se concentrar, a culpa é dele e não do hipnólogo.

A ideia ao lidar com esses sujeitos (principalmente no hipnoentretenimento) é atribuir a eles responsabilidade fundamental no processo, lembra-los que toda hipnose é essencialmente auto-hipnose e que na verdade o hipnólogo é apenas um operador, quem faz o show é o sujeito e que se ele não conseguir entrar em transe naquele momento, não fique triste, pois em outra oportunidade quem sabe esteja mais sensível a sugestão hipnótica. Outra coisa que as pessoas dizem muito é “Nessa eu não caio, você não vai me pegar” e eu prontamente respondo que hipnose não é pegadinha para você cair sem saber, o processo é uma parceria entre hipnólogo e sujeito para a obtenção da experiência hipnótica, que no entretenimento deve visar o bem estar tanto do sujeito hipnotizado quanto de quem assiste a apresentação.

Eu tenho um amigo que falhou em ser hipnotizado por mim uma vez (veja como coloco as palavras), mas tudo bem, eu o confortei dizendo que quando ele se sentisse pronto, era só pedir que eu o hipnotizaria. Alguns dias depois eu estava fazendo hipnose com algumas pessoas e ele vendo que elas estavam se divertindo, quis participar, me pediu para hipnotiza-lo e prometeu que dessa vez se concentraria melhor, foi dito e feito! Ele conseguiu entrar em transe! Fiz várias rotinas com ele e o mandei para casa muito feliz por ter tido sucesso em ser hipnotizado por mim. Você entende como é eficaz responsabilizar o sujeito pelo êxito da indução ao invés de se autoproclamar um Charles Xavier do X-men? Agir assim evita a quebra do Rapport e incentiva o voluntário a cooperar de verdade com o processo.

Outro ponto que merece especial atenção é o fato de alguns desses sujeitos resistentes desejarem honestamente ser hipnotizadas, entretanto sentem enorme dificuldade em responder aos comandos autoritários das induções instantâneas, isso acontece porque alguns deles são filhos de pais autoritários ou foram vitimas de autoritarismo por parte de alguém em algum momento da vida (possivelmente na infância) daí desenvolveram um bloqueio instantâneo contra qualquer tentativa externa de controle, elas inconscientemente fazem o contrário para demonstrar que estão no comando da situação. Então, como lidar com esses sujeitos? O segredo mais uma vez é atribuir a responsabilidade a eles e usar uma linguagem permissiva, livre de ordens diretas, ao mesmo tempo em que aplica uma indução mais lenta como o relaxamento progressivo ou mesmo a indução rápida de Dave Elman. O objetivo é fazer o resistente se conduzir ao transe, já que ele não resistirá a si mesmo. Compartilhe conosco como você lida com pessoas resistentes na rua, no palco e/ou na clínica. Em outra postagem, volto falando mais sobre o tema.

 

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